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Compositor

Duke Pearson

1 transcrição, com as mãos esquerda e direita separadas.

Retrato de Duke Pearson
Duke Pearson

Columbus Calvin Pearson Jr. (1932-1980) nasceu em Atlanta, Geórgia, e ganhou o apelido Duke de um tio que adorava Duke Ellington. Começou ao piano ainda muito pequeno, passou a adolescência no trompete e em outros metais e, depois de um problema dentário, voltou de vez ao teclado. Mudou-se para Nova York em 1959, trabalhou no Jazztet de Art Farmer e Benny Golson e logo se aproximou do trompetista Donald Byrd, numa parceria que durou anos.

No início dos anos 1960 Pearson já era uma das mãos de maior confiança da Blue Note. Gravou com regularidade como líder, mas sua marca mais funda foi como compositor, arranjador e, com o tempo, produtor da casa que ajudou a definir o tom do selo ao longo da década. Seu tema Jeannine, de por volta de 1960, virou standard rapidamente. Escreveu a faixa-título de Idle Moments, de Grant Green, em 1963, e seu Cristo Redentor, que compôs e arranjou para A New Perspective, de Byrd, com aquele coro sem palavras, virou um improvável sucesso de jazz.

Seus próprios álbuns, entre eles Sweet Honey Bee, de 1966, mostram um compositor que prezava voicings limpos e linhas cantáveis e sem pressa acima da exibição. A esclerose múltipla interrompeu cedo seu piano nos anos 1970. Sua escrita recompensa a escuta atenta: desacelere uma gravação, ou abra uma transcrição no modo de estudo, e a lógica silenciosa da harmonia fica clara.